
Árabes detêm os direitos de transmissão
Os contratos de exclusividade dos jogos da seleção brasileira nos próximos três anos estão nas mãos de investidores sauditas, donos da rede de TV de Riad ART, uma das maiores do Oriente Médio. A CBF fechou no ano passado um contrato para US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,5 milhões) por jogo disputado pela seleção. Os investidores se farão presentes no Estádio em Dublin, acompanharão o primeiro jogo da seleção no ano contra um time sem técnico. As fontes, porém, garantem que os sauditas irão ‘discretos’. O acordo prevê que todos os direitos de imagem e todos os lucros dos jogos da seleção vão para os investidores. Em contra partida, a CBF recebe os mais de US$ 1,5 milhão e exige toda a organização dos jogos, como a busca por um adversário, um estádio, hotel, local de treinamento e toda a infra-estrutura. A CBF garante que tem o poder de vetar a escolha do adversário. A ART é hoje uma das redes de maior audiência no Oriente Médio e conta com acordos de exclusividade com outros esportistas. A seleção brasileira, porém, é um de seus grandes trunfos financeiros. Um jogo do Brasil na Europa é audiência garantida.