“As palavras movem, mas são os exemplos que inspiram atitude e comportamento semelhante.”


sábado, 12 de abril de 2008

Produção de motocicletas cresce 23% no primeiro trimestre

A produção de motocicletas registrou alta de 23,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2007, segundo números divulgados nesta terça-feira pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e similares). O período registra produção de 540.202 motocicletas, mais de cem mil unidades a mais que as 436.595 fabricadas no primeiro trimestre de 2007. Os números referentes à produção do mês de março deste ano apontam 184.790 unidades, contra as 157.549 no mesmo mês de 2007, um crescimento de 17,3%. Em relação ao mês de fevereiro, quando foram produzidas 168.177, março apresentou um acréscimo de 9,9%. As vendas atingiram 174.256 motocicletas em março, alta de 21,7% em relação ao mesmo mês em 2007, que registrou a venda de 143.160 unidades. Na comparação com fevereiro, a alta é de 9,3%. Para o presidente da Abraciclo, Paulo Shuiti Takeuchi, o mercado está um pouco acima da média e aponta um ano positivo para o setor. "Os resultados apresentados no primeiro trimestre de 2008 podem até mesmo assinalar a superação dos prognósticos iniciais de crescimento projetados pela entidade em seu balanço de encerramento do ano passado. A perspectiva de crescer acima dos 12% previstos pode vir a se tornar realidade. É cada vez maior a busca pela solução racional no transporte individual de baixo custo. Além disso, novos players estão ocupando seu lugar no segmento", disse. As exportações alcançaram 8.278 unidades no mês de março, queda de 22,1% na comparação com o mesmo mês em 2007 (10.626).

Folha Online

Advogados federais suspendem a greve

Em greve desde o dia 17 de janeiro, os servidores da Advocacia Geral da União (AGU) e outras categorias de advogados públicos federais decidiram voltar ao trabalho a partir de segunda-feira. A decisão do Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal foi motivada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu ao Ministério do Planejamento cortar o salário dos grevistas. Com salários que variam de R$ 9 mil para os iniciantes a R$ 15 mil na categoria especial, os advogados públicos reivindicavam o aumento desses valores para R$ 11 mil e R$ 18 mil, respectivamente. O acordo foi formalizado pelos advogados, o Ministério do Planejamento e a AGU, em novembro. “O ministro Gilmar acabou com a greve no serviço público”, protestou José Wanderley Kozima, presidente da Associação Nacional dos Advogados da União, uma das integrantes do Fórum, referindo-se ao ministro do STF Gilmar Mendes, que concedeu liminar suspendendo a decisão da Justiça que proibia a União de descontar os dias parados e fazer levantamento dos servidores em greve. Segundo Kozima, os servidores continuarão a tentar na Justiça a garantia de manutenção do pagamento do salário durante a greve. Uma ação já está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os advogados federais estudam um recurso ao pleno do STF contra a decisão de Gilmar Mendes. “O Ministério do Planejamento sempre nos disse que a greve prejudicava a negociação. Esperamos que agora retome uma negociação com qualidade”, disse o presidente da Associação Nacional dos Advogados da União.

Tribuna do Norte

Freqüência escolar deve ser enviada até 14 de maio

O processo de acompanhamento da freqüência escolar dos alunos beneficiados pelo Bolsa Família em 2008 já começou. Os municípios têm até o dia 14 de maio para registrar, no sistema do Ministério da Educação (MEC), as informações sobre a presença às aulas referentes ao bimestre de fevereiro e março. Os dados sobre o último acompanhamento de 2007, registrados no sistema do Ministério da Educação.

Policial cochila, preso rouba revólver e foge com viatura

O descuido de um policial da delegacia de Felipe Guerra, a 445 km de Natal, foi a oportunidade que um preso encontrou para sair da cadeia da forma que muitos apenados gostariam. Quando o único policial que tomava conta da delegacia foi dormir, o preso roubou sua arma e as chaves da viatura. Entranto, ele não conseguiu ir muito longe: foi encontrado com o pneu do carro furado e apresentando sinais de embriaguez, e acabou sendo levado devolta à delegacia. Por volta das 23h, o preso, que não teve seu nome revelado, percebeu que o policial tinha ido dormir. Ele conseguiu roubar o revólver e as chaves do viatura da polícia civil, e saiu pela porta da frente da delegacia. De acordo com informações extra-oficiais, o preso ainda teve a chance de ir beber. Horas depois, quando o sumiço foi percebido, o responsável pela delegacia acionou a Polícia Militar de Mossoró e de Apodi para o auxílio nas buscas e conseguiu recapturar o preso quando ele seguia em direção à Mossoró. A viatura foi encontrada com o pneu furado, e o preso apresentando sinais de embriaguez. Ele devolveu a arma roubada e foi encaminhado de volta à delegacia, onde permanecerá preso.

Fonte: DN Online

Relatório apresentado à ONU aponta problemas do Brasil na área de direitos humanos

No Brasil ainda são freqüentes as denúncias de abuso de poder, prática de tortura e uso excessivo da força, cometidos principalmente por agentes policiais e penitenciários. Há carência de leitos para internação e persistem as ocorrências de doenças endêmicas como malária, dengue e febre amarela. O sistema prisional tem um déficit de cerca de 105 mil vagas. Esses são alguns dos apontamentos do relatório que foi apresentado hoje (11) à Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra. O documento faz parte do mecanismo chamado Revisão Periódica Universal, promovido pela ONU para verificar se os estados que fazem parte da organização estão cumprindo com suas obrigações na área de direitos humanos. O documento brasileiro também reconhece que a redução das desigualdades raciais e de gênero persistem e que sua redução é lenta. Segundo o relatório, o alcance da plena soberania e segurança alimentar ainda dependem do fortalecimento da agricultura familiar e da implementação de programas de segurança alimentar e nutricional para populações excluídas sócio-economicamente. A violência no campo persiste, especialmente as situações relacionadas com conflitos pela posse e propriedade das terras rurais. Na educação, os atuais desafios do país estão na qualidade do ensino ofertado, na redução da evasão escolar e na baixa escolaridade. Segundo o relatório, o Brasil também apresenta graves violações dos direitos das crianças e adolescentes, ilustradas pelo alto índice de homicídios juvenis (5,9 mil em 2006), pela existência de crianças e adolescentes desamparados, pelo registro de casos de violência doméstica e pelo encarceramento ilegal de adolescentes em cadeias públicas. Para a elaboração do relatório, foram consultados representantes de organizações da sociedade civil, que puderam opinar sobre o formato do relatório e os temas selecionados. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores também requisitaram aos órgãos do governo informações sobre suas políticas de promoção e proteção dos direitos humanos. Como principais avanços do Brasil na área de direitos humanos, foram citadas a criação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), a condução de programas de transferência de renda como o Bolsa Família, a criação do Sistema Único de Saúde e de órgãos como a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Segundo o relatório, a pobreza extrema caiu de 28% para 16% da população brasileira, entre 1990 e 2005, e a pobreza recuou de 52% para 38% no mesmo período, devido a políticas inéditas e unificadas de complementação de renda, investimentos em serviços universais de saúde e educação, e busca de crescimento econômico com inclusão social.

Agência Brasil